Mais uma deslocação dos White Angels, desta vez foi á mata real Florestal, onde, com muita pena nossa, não conseguimos ver o nosso Vitória a ganhar! Mas falando da deslocação em si, a saida estava marcada para as 18.30 e desta vez não houve muitos atrasos, excepto de algumas pessoas, que só sairam ás 19h do trabalho e vieram logo para o autocarro! A saida realizou-se por volta das 19.05h e foi uma viagem agradável de se fazer, com várias caras novas e toda gente sempre animada!
Dentro do estádio foi o que se pode ver, estivemos sempre em grande, pouco paramos de cantar e quem ouvia o relato pela rádio só ouvia os white a cantar! Na volta para a cidade berço, também foi espectacular, com o povo todo alegre apesar do empate e com muitas brincadeiras á mistura!
É de salientar que tiveram muitos nucleos nesta deslocação e todos apoiaram com a raça vitoriana!
Quanto ao jogo:
Tudo na mesma. O Vitória «recusa-se» a entrar na luta europeia, mesmo depois de saber do resultado do MarÃtimo. Roberto voltou a marcar, os adeptos foram incansáveis, Nilson fez quase tudo para dar maior esperança ao povo de Guimarães. Só que um pontapé de Cristiano ditou uma sentença justa, para uma partida bem disputada, com domÃnio repartido. Um ponto para cada lado, que não adianta o Vitória na classificação, nem atrasa o Paços na fuga à II Liga.
Era feriado, menos para quem pisou o relvado. Aliás, já se escreveu várias vezes que no estádio pacense é preciso vestir fato-de-macaco para bater a equipa da casa, já habituada à luta que é jogar na Mata Real. Por isso, não foi de estranhar que a equipa de Paulo Sérgio tenha entrado melhor no encontro.
O P. Ferreira iniciou o jogo com quase tudo. Vencia os duelos a meio-campo e ganhava nas alas. Mas foi de bola parada que criou o primeiro lance de perigo. Danielson cabeceou para defesa espectacular de Nilson, após livre de Ferreira. Ainda não se saboa, mas o guarda-redes ia brilhar logo a seguir, a remates do mesmo Ferreira e de Rui Miguel. Pelo guardião brasileiro, os pacenses não iriam abanar as redes.
Passado o susto inicial, o Vitória começou a equilibrar a partida. Conseguia chegar à frente, tal como o Paços, e também assustou o guardião contrário. Roberto anda com veia goleadora e um remate de Fajardo bateu-lhe nas costas e parou na trave da equipa da casa. Até ao intervalo, remates de um lado e de outro, mas sempre com a pontaria desafinada.
O golo, a tranquilidade e a justiça
O Vitória sabia do empate do MarÃtimo em Braga, sabia que podia chegar mais perto do sexto lugar que, não sendo dado adquirido, permite ir à s provas da UEFA. Assim, os visitantes entraram melhor no tempo complementar. Entraram, sobretudo, melhor que o Paços fizera na primeira parte, ao conseguirem desbloquear o marcador. Roberto, pela terceira vez consecutiva, foi o autor do golo, que premiava, também, a boa exibição de Nuno Assis.
Os vimaranenses serenaram, Flávio Meireles tinha mais ajudas na defesa do meio-campo e o Vitória sustinha a reacção pacense. Paulo Sérgio era obrigado a mexer. O técnico lançou Carlos Carneiro, mas seria o habitual Cristiano a fazer o empate, depois de Cássio negar o 2-0 a Nuno Assis. Num livre, o esquerdino bateu o até então, e também depois, intransponÃvel Nilson.. Conferiu justiça ao encontro e amealhou mais um ponto na fuga à despromoção.
Já o Vitória ficou com a Europa em stand-by. O MarÃtimo e o sexto lugar estiveram a três pontos de distância, mas acabam por ficar a cinco. E ainda falta o Leixões jogar.
Declarações:
Manuel Cajuda
[sobre se o empate deixa o V. Guimarães mais longe das competições europeias] «Continua a ser um resultado positivo. É histórica a dificuldade do Vitoria jogar em Paços de Ferreira. Depois, o Paços fez uma excelente exibição no último jogo aqui, com um triunfo por 4-0 sobre o Leixões. Isso identifica uma equipa em crescendo. Nós também vimos de uma derrota e há sempre alguém que faz contas similares. Não perdemos pontos para o MarÃtimo e ganhámos um ponto fora. Neste ciclo de Benfica, F.C. Porto, Paços de Ferreira e Sporting fizemos um ponto na primeira volta. Na segunda já temos quatro e se tivéssemos feito igual, a situação era diferente. Há muito por definir ainda e como disse o nosso vice-presidente para o futebol, Paulo Pereira, se não formos à Europa não é frustrante. É pena, mas dias melhores virão. Passou mais uma semana e não nos podem tirar da luta pela Europa.»
«Não deixámos fugir a vitória, sofremos um golo de bola parada. PodÃamos ter outra felicidade, tivemos bolas na trave e uma defesa espantosa do Cássio, a remate do Nuno Assis. O jogo dividiu-se depois de cinco ou seis minutos maus do Vitória, mas a partir daà fomos sempre a equipa com mais eficiência, com mais bola. Aceito o resultado, mas acho que é injusto para nós»

